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Wave by Wave em destaque na Sic

Reportagem Especial SIC – Capitães da Areia – Quarta-feira, 2 Agosto 2017, no final do Jornal da Noite da SIC, a não perder.

“Acho que aqui nós aprendemos a não desistir de nada, e que somos capazes de enfrentar tudo.” (depoimento de uma participante dos campos de Verão 2017)
No início de Julho de 2017, a Wave by Wave foi acompanhada ao longo de uma semana pela equipa da “Reportagem Especial” da SIC que captou de perto a realidade da nossa medida. Tivemos o privilégio de ter registados alguns momentos centrais da história do nosso projecto, como o dia-a-dia dos nossos campos, a fundação da nossa associação (Associação Portuguesa Surf for Good), depoimentos pessoais de participantes, equipa, parceiros, amigos e representantes de diferentes instituições de acolhimentos, para além de uma visita memorável à 4ª etapa do Campeonato Nacional de Surf na Praia Grande.

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Wave by Wave “surfaram” novamente

IMG_2108O projecto Wave by Wave é uma iniciativa do Vice-Campeão Nacional José Ferreira juntamente com a Pensamento Vivo – Associação Portuguesa de Pedagogia e Saúde Mental.

A Wave by Wave é uma iniciativa pioneira em Portugal, que pretende trazer para o nosso país uma forma inovadora de utilizar o surf ao serviço do bem estar social e a Plataforma Essência, sendo um “veiculo” facilitador de acções concretas, juntou-se ao projecto e ajudou a realização do campo da Páscoa.

“Hoje pela primeira vez conseguimos que todos os membros do nosso grupo se juntassem para lá da rebentação e fora de pé, num círculo de maõs dadas que marcou um ponto de grande viragem na dinâmica da nossa medida. Desafiar estas crianças com uma actividade desta natureza promove a sua capacidade para lidar com o risco. Os jovens redescobrem-se numa estrutura de pertença e segurança onde as relações de referência positivas auxiliam e promovem o sentimento de auto-confiança.” partilha da Ema Shaw Evangelista, uma das fundadoras do Wave by Wave.

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“Eles dizem que tu caminhas sobre a água!” – Teresa Abraços

mw-860A embaixadora da Plataforma Essência voltou a São Tomé e levou com ela a sua energia e o amor que têm pelo Surf…

O jornal Expresso acompanhou-a.

http://tinyurl.com/jn7ef3s

“Há cerca de seis meses, quando decorria em Peniche a 10ª e penúltima etapa do campeonato mundial de surf, Teresa Abraços, uma das primeiras mulheres a fazer surf em Portugal, falava-nos do quão importante tinha sido para ela continuar a surfar depois de deixar a competição. Do quão importante era para ela partilhar a sua paixão pelo surf. “Há surfistas que só competiram e arrumaram a prancha e outros que só foram freesurfers. Eu gosto de sentir que estou a viver os vários lados do surf, e tudo o que houver para viver no surf, e com o surf, eu vou tentar.”

Além de fazer voluntariado na Associação Portuguesa de Surf Adaptado (SurfAddict), que tem como missão levar pessoas com deficiência à praia e ensiná-las a deslizar nas ondas, proporcionando-lhes um dia e uma experiência diferentes, Teresa, que há 20 anos foi campeã nacional de surf, viaja desde 2009 para locais onde a modalidade é menos, “senão totalmente” desconhecida, apoiadas pela TAP, onde ela trabalha enquanto gestora de rotas.

No passado, Teresa viajou para países como o Senegal, Venezuela, Gana, Moçambique. Também esteve em São Tomé e Príncipe, e é lá que tem voltado todos os anos. Em vésperas de partir para o país (o voo está marcado para a próxima quarta-feira, dia 30), a ex-campeã nacional explica ao Expresso que o principal objetivo da viagem é colaborar na organização do 4º Campeonato Nacional de Surf de São Tomé, como tem vindo a fazer em anos anteriores, contando para isso com o apoio do Grupo Pestana Hotéis e a ajuda de dois outros surfistas portugueses que vivem e trabalham na região de Santana, onde irá decorrer o evento.

Participar no campeonato é uma forma de permitir aos miúdos da comunidade “ficarem a conhecer como funciona a competição de surf e habituarem-se à disciplina”, que lhes pode vir a ser útil no dia-a-dia, explica Teresa. Mas durante o evento o que se pretende, acima de tudo, “é que os miúdos tenham um fim de semana divertido, em que possam surfar e evoluir pela partilha de experiências”. “Nós procuramos juntar surfistas de várias comunidades do país, desde a zona de Porto Alegre, no sul de São Tomé, às zonas mais próximas da capital, como Santana e Ribeira Afonso.”

Teresa acompanha grande parte daqueles miúdos da comunidade de Santana desde o momento em que eles, pela primeira vez, se colocaram em cima de uma prancha. Por isso, sabe como o surf lhes tem permitido “ocupar os tempos livres de uma forma saudável e desenvolver valores que lhes são úteis noutras vertentes da vida”. Além disso, há também a esperança que a modalidade “lhes possam vir a proporcionar um modo de vida sustentável”, alugando as pranchas que ela leva de cá ou dando aulas de surf, sobretudo a turistas.

Apesar de a primeira viagem ter sido em 2009, a verdade é que tudo isto começou antes, muito antes disso. Em 1997, Teresa viajou para a Costa do Marfim e, entre outras experiências e pequenas revelações, percebeu que “o surf pode funcionar como uma linguagem universal”. “As crianças mais pequenas só falavam o dialeto local, o que não impediu de partilharmos sorrisos e expressões de satisfação quando as coloquei a deslizar deitadas na minha prancha ou quando ficaram a observar-me a surfar, em pé na prancha. Foi emocionante vê-las soltar grandes gargalhadas e apontarem para mim com ar de espanto”. Teresa diz que nunca esquecerá a frase de um dos rapazes que, no francês aprendido na escola, lhe explicou o porquê de tanta “euforia” e “admiração” à volta dela nesses primeiros tempos – “Eles dizem que tu caminhas sobre a água!”.

Por Helena Bento

HELENA BENTO

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Surf adaptado no Santa Cruz Ocean Spirit

11707799_883516978351407_8368209662372706457_nA SURFaddict (Associação Portuguesa de Surf Adaptado) associa-se este ano, pela primeira vez, a um festival de desportos de ondas, o Santa Cruz Ocean Spirit, com o objetivo de aproximar o desporto adaptado a este mundo.

“A associação tem como objetivo demonstrar à sociedade que as pessoas com deficiência também podem praticar surf, por isso, faz todo o sentido termos aceitado o convite de um dos maiores festivais de surf realizados em Portugal”, afirmou o presidente da SURFaddict, Nuno Vitorino, à agência Lusa.

O antigo nadador paralímpico considerou que a participação no festival, agendada para sábado, “vai permitir ao desporto adaptado estar junto do mundo do surf e dos desportos de ondas”.

Na praia de Santa Cruz, a SURFaddict espera a participação de cerca de 120 pessoas com deficiência que, com a ajuda de voluntários, poderão praticar surf ou, simplesmente, ter contacto direto com o mar.

A SURFaddict, criada em 2012, já promoveu este ano três eventos, em várias praias do país, nos quais contou com a presença de mais de 300 pessoas com deficiência.

Desde a sua criação, a associação tem vindo a fazer várias parcerias, com empresas e instituições, tendo este ano estabelecido uma com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

“Queremos que esta parceria possa ser um veículo muito importante no contacto com pessoas portadoras de deficiência e crianças em situação de risco, de forma a privilegiar a sua integração inclusiva”, explica Nuno Vitorino.

Nuno Vitorino refere que para o evento no Santa Cruz Ocean Spirit, a SURFaddict já estabeleceu, como habitualmente, contactos com as instituições de deficiência locais, mas lembra que: “todos podem aparecer”.

Depois de Santa Cruz, a associação vai marcar presença, a 15 de agosto, na praia de Cortegaça, em Ovar, inserido no Surf at Night, um evento de cariz desportivo e de intervenção social.

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Ericeira Surf & Skate anuncia apoio à SAPANA.org

10710916_10152732789506609_3215251119805621889_nA Plataforma Essência, braço social e ambiental da Ericeira Surf & Skate, anuncia  a SAPANA.org, na pessoa da Carolina Almeida Cruz, como nova parceira.

A organização SAPANA.org nasceu de uma viagem que Carolina Almeida Cruz (CEO), 28 anos, realizou à Índia e ao Nepal, onde viveu e trabalhou com as comunidades locais durante o ano de 2010. O contexto desprivilegiado e as difíceis condições que partilhou com as pessoas locais tornaram evidente a necessidade de acordar, de atuar e de melhorar.

Atualmente a SAPANA.org trabalha sobretudo em três pilares que visam a consciencialização e a capacitação social e económica do indivíduo: o desemprego, reclusão e minorias étnicas.

A palavra Sapana, que significa sonho em nepalês, é o encaixe perfeito entre esta organização e a Ericeira Surf & Skate que tem como mantra: “Vive o Sonho!”

“Não tenho plano B. Somos do tamanho dos nossos sonhos”, é o lema de Carolina e a prova mais evidente de que está completamente em consonância com o espírito livre a que a Ericeira Surf & Skate apela.

Pedro Soeiro Dias mostra-se muito feliz com esta adição ao projeto social da cadeia de retalho: “A Plataforma Essência tem vindo a trabalhar junto dos seus embaixadores de forma a ter uma presença efetiva em vários problemas sociais e a Carolina vai elevar o nosso contributo em questões concretas. A sua energia, motivação, humildade e empenho é incrível. Estamos super orgulhosos de contar com a Carolina”

Conhece mais acerca desta organização governamental para o desenvolvimento em:
https://www.facebook.com/Sapana.org
http://sapana.org

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Ericeira Surf & Skate associa-se à CERCIOEIRAS para homenagear a diferença.

gustavosmallNeste dia 3 de dezembro, data em que se assinala o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, a Ericeira Surf & Skate juntou-se à CERCIOEIRAS e ao Oeiras Parque numa iniciativa inovadora.

A Ericeira Surf & Skate de Oeiras integrou, por um dia, na sua equipa de trabalho, o Gustavo, um dos utentes desta Cooperativa de Educação e Reabilitação dos Cidadãos com Incapacidade. Este jovem de 20 anos, portador de trissomia 21, pratica desporto de uma forma bastante intensa e integrou-se totalmente naquela que é a essência da Ericeira Surf & Skate.

O objetivo desta iniciativa é sensibilizar a sociedade civil para a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade e desmistificar esteriótipos. Para além do contacto com a atividade profissional, esta experiência pretende mostrar que a diferença não é impeditiva da execução de algumas funções, bem como o potencial destes cidadãos.

“A Ericeira Surf & Skate, via Plataforma Essência, tem vindo a desenvolver ações de forma a ter um impacto concreto em questões de inclusão social. Não podíamos deixar de estar ao lado desta iniciativa e participar de uma forma desprendida é natural. O Gustavo já é um dos nossos”, sublinhou Pedro Soeiro Dias, diretor de marketing da Ericeira Surf & Skate.

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A 2ª Geração do SurfArt está ON…

10462357_744131665672158_2023669892444099493_nA malta do Projeto Surfart, acaba de anunciar a 2ª Geração do Surfart. Estão a acompanhar um grupo de 24 crianças com 7/8 anos de idade residentes nos Bairros da Cruz Vermelha e Adrona e que frequentam o 2º ano do ensino básico da Escola EB1 n.º 3 de Alcoitão.

São futuros pequenos surfistas que brevemente estarão nas espumas do mar da Praia da Carcavelos com a toda a equipa a aprenderem competências para a vida. Para já o trabalho é em sala a escrever as regras das sessões!

Orgulhamo-nos de ter contribuido para que esta segunda fase seja uma realidade e em muito contribui a campanha que desenvolvemos o ano passado. Este é o principal objectivo da Plataforma Essência.

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NADA PÁRA NUNO VITORINO: “VOU SURFAR ONDAS GRANDES” – SURFTOTAL

DCIM103GOPROPara ele não há limites, só desafios. Nuno Vitorino não se esconde atrás da cadeira de rodas que o acompanha há quase 20 anos. E a próxima meta não é para qualquer um: Nuno vai surfar ondas grandes.

Os treinos já começaram há cerca de dois meses. E na página de Facebook do fundador da Associação Portuguesa de Surf Adaptado (SURFaddict) as palavras que mais se lêem são “Chega Inverno”. A preparação tem decorrido nas piscinas do Estrela da Amadora sob o olhar atento do treinador João “Jojó” Parisot. A SurfTotal foi assistir a um destes treinos que têm como objetivo preparar Nuno Vitorino para o Tow-in.

Recebido com todo o carinho pela equipa da Jet Resgate Team, composta por António Silva e Ramon Laureano, entre outros, tudo começou por acaso. “Estas coisas nascem um bocado do coração. Eu vi a onda que o António fez na Nazaré e disse-lhe que adorava fazer essa onda. Disse-lhe ‘Eu sei que sou capaz’. E ele respondeu: ‘Se tu achas que és capaz, então vais fazê-la”, e foi a partir daí que me associei a eles, e a todos os que se têm juntado, ao Carlos Burle, ao Hugo Vau… Somos todos surfistas de coração. Temos o objetivo de surfar ondas grandes. O António que é grande motivador desta minha loucura, digamos assim, vai ajudar-me e eu vou certamente descer ondas grandes”, começa por contar Nuno Vitorino.

A sua história é uma história de superação. Aos 18 anos, ficou tetraplégico, após um acidente. “Estava com um amigo meu a ver uma arma de fogo, ele disparou sem querer. E eu fiquei tetraplégico. Fiz o percurso normal de reabilitação, tornei-me atleta paralímpico, fui um homem do desporto. Praticava bodyboard desde os 12 anos. Aos 18 parei. Mas depois a paixão pelo mar está cá. Nem consigo explicar. É um sentimento que fazia parte de mim. Eu estava bastante triste e angustiado de não voltar ao mar e desde que voltei, já voltou muita gente comigo. Já colocámos [SURFaddict] mais de mil pessoas com deficiência na agua. Acho q é um trabalho extraordinário. Mas não é a mim que me têm de dar os louros mas a todos os voluntários que eles é que fazem a força. Eu só surfo”, acrescenta à SurfTotal Nuno que tem agora 37 anos.

Mas voltemos a estes treinos. Duas vezes por semana, Nuno segue até à Amadora. “A ideia do treino é preparar-me o melhor possível do town-in. Pelo que já vi do treino de apneia, acho que todos os surfistas o deviam fazer. É muito importante. Aumenta a nossa capacidade respiratória, a nossa postura e à vontade de estar na água, por exemplo em situações de stress”, diz.

Quando se propôs a surfar ondas grandes, ficou logo acordado com a Jet Resgate que o treino seria igual ao dos restantes membros da equipa. “Foi ponto assente que não íamos queimar etapas. Já que eu ia surfar ondas grandes, e vou, tinha de fazer o treino exatamente como eles, e como se fosse uma pessoa normal, sem deficiência. E foi isso que aconteceu. E para isso estamos aqui. Estou a progredir a olhos vistos. Eu já era um homem de água. Fiz natação paralímpica durante muitos anos,  isto é sobretudo adaptar o que já existia a uma pessoa com deficiência. Estou muito contente com os resultados e sinto-me muito mais confiante”, diz ainda Nuno.

Já o treinador assegura: “Os treinos estão a correr bem, ele é um atleta esforçado e tem vindo a revelar-se. A aptidão do passado ajuda bastante neste tipo de treino. Ele é super dedicado”, diz Jojó à SurfTotal. Mas quando soube desta vontade Nuno, a reação não podia ter sido outra. “A minha primeira reação foi ‘isto é uma ideia um bocadinho de loucos’. Mas depois de o conhecer e tomar conhecimento da força de vontade dele, acho que a determinação dele é muito importante e a cabeça é que manda. Nada é impossível”, diz. E afinal em que consistem estes treinos? “Tem a ver com toda a condição física. Fazemos um pouco de ginásio, um pouco de água, e vários exercícios em que fica sem respirar, de orientação. Tudo isto é recriado no treino”, explica o treinador João Parisot.

Para Nuno, estar na água é algo a que está muito habituado. “Já tinha um hábito de água que vem de trás. Isto para mim é uma continuação, mas além disso faz-me bem. Eu adoro treinar, adoro o meu corpo cansado. É um pouco como comer, é uma necessidade que eu tenho. E isso faz-me sentir vivo. Eu adoro isto”, confessa.

Mas passemos então à prática. Afinal como irá Nuno surfar ondas grandes? Para o ajudar terá uma prancha – que ainda não foi apresentada e da qual se sabe ainda pouco. “Terá pegas à frente e duas ou quatro atrás. Terá de ter os pesos de uma prancha de tow-in, será curta porque o meu tow-in não vai ser na remada, logicamente, mas lançado com a mota. Terá também uma balça para me segurar bem as pernas. E outras coisas que ainda estamos a estudar. Tenho muitas cabeças a pensar e a fazer a prancha. Que eu de pranchas percebo pouco. Eu gosto é de surfar”, explica.

O facto de surfar deitado, pode, no entanto, trazer outros perigos. E por isso, o treino tem de ser mais intensivo do que o de qualquer outra pessoa. “Tenho de treinar cinco vezes mais que um atleta normal de ondas grandes treina. Porque tenho a consciência que tenho de ‘correr’ mais. E isto faz-me estar alerta, não vacilar, respeitar o mar,  respeitar os meus pares. Confiar neles, porque são eles que vão cuidar da minha vida. Tenho experiencia de mar, de surfar, sei que vou estar a surfar deitado, numa prancha de surf. Para mim uma onda de dez metros tem 20, porque estou deitado. A pressão psicológica, física, a pressão de força do mar é completamente diferente para mim. Mas eu quero isto!”, avança.

Quando fala em surfar, os seus olhos brilham, e é visível que o surf é a sua vida. “Eu surfo muito, o surf está dentro de mim e faz parte da minha vida. Já estive com o Vasco Ribeiro, surfei com ele no Lagido, surfo muito com o Daniel Fonseca que é um grande bodyboarder e que é as minhas pernas. Preciso de alguém que seja aquilo que eu não mexo, que são as minhas pernas. E que não se importe que eu tenha o protagonismo e que me ajude nisso. O Vasco também me ajuda. Eu fiz surf ao longo da minha vida e vou continuar a fazer”, conclui, com a maior das certezas deste mundo.

Patrícia Tadeia – http://surftotal.com

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Plataforma Essência oficializa apoio à Associação Portuguesa de Surf adaptado

700x467xarturenuno.jpg.pagespeed.ic.Szx5GbsO9_A Plataforma Essência, braço social e ambiental da Ericeira Surf and Skate, acaba de anunciar o apoio à Associação Portuguesa de Surf Adaptado – SURFaddict.

Depois de começar um trabalho próximo dos seus embaixadores, comunicando e desbloqueando acções pontuais, a Plataforma Essência desenvolveu, no final do ano passado, a sua primeira ação com impacto financeiro para as associações parceiras, tendo entregue 3000 euros ao Projecto Surf.Art para ajudar no transporte das crianças até à praia.

Seguindo o mesmo princípio, a Plataforma acaba de oficializar a sua associação ao projeto SURFaddict também com um apoio financeiro, que vai ser fulcrar para o desenvolvimentos de ações futuras.

“A SURFaddict tem no seu objectivo transformar o surf num desporto que esteja acessível a todos, independentemente da sua condição física. O apoio de uma marca, que para nós já é um movimento, é uma honra e por certo iremos levar o surf a cada vez mais pessoas com mobilidade reduzida.  A parceria com Ericeira Surf & Skate , vai permitir-nos dar mais emoções positivas e inspirar toda a sociedade”, partilhou Nuno Vitorino, surfista adaptado e presidente da Associação de Surf Adaptado – SURFaddict.

Artur Durval Fernandes, Diretor geral de retalho da Ericeira Surf and Skate, revela também estar muito satisfeito com envolvimento com esta associação: “Desde que apresentámos a Plataforma Essência que o nosso principal objetivo é conseguir apoios concretos, ajudar a concretizar projetos únicos e que sejam uma mais valia para a sociedade, sejam eles sociais ou ambientais. Estamos muito felizes por podermos ajudar um pouco mais a sustentabilidade deste projeto.“

“Ver a força e energia destes surfistas é inspirador e mostra-nos que tudo isto só faz sentido se vivermos de facto o nosso sonho”, sublinhou ainda.

Para fotos de produto e lifestyle, clica aqui.

Conhece mais acerca desta associação em:
http://www.surfadaptado.pt
https://www.facebook.com/SurfAdaptadoPortugal

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TERESA ABRAÇOS E UM REENCONTRO INESPERADO EM SÃO TOMÉ

dfgdfgEm 2009, Teresa Abraços, embaixadora da Plataforma Essência, deslocou-se pela primeira vez à ilha de São Tomé para a primeira de uma série de viagens que viria a organizar nos anos seguintes, no âmbito de um projeto (idealizado pela própria) de doação de material escolar a crianças de países do Terceiro Mundo. Fazendo-se acompanhar, na altura, pelos surfistas Alexandre Ferreira e Aécio Flávio e pelo fotógrafo da casa, Ricardo Bravo, a viagem ficou registada numa reportagem publicada na edição nº 199 da SURFPortugal, sob o título “Para Lá das Ondas”. Recentemente, a surfista da Poça regressou à ex-colónia portuguesa que se esconde sob a linha do Equador, com a supracitada edição da SP na bagagem, na esperança de reencontrar algumas das crianças que, há cinco anos, vira deslizar nas espumas de Santana sobre uns parcos troncos de madeira. E o que encontrou foi muito mais do que podia esperar.

Por Susana M. Santos

«São Tomé marcou-me imenso da primeira vez que lá fui», diz a ex-campeã nacional. «Achei o país lindíssimo, as pessoas super acolhedoras e a segurança extraordinária. Sentes-te mesmo à vontade na rua, seja de dia, seja de noite. As pessoas passam por ti e sorriem, dizem “bom dia”, “boa tarde”. Comecei a conhecer outros países em África mas nunca esqueci São Tomé. Fiquei sempre com a ideia de lá voltar”, sublinha Teresa Abraços.

Depois de entrar em contacto com Paulo Pichel, surfista do Guincho atualmente a viver e a trabalhar em São Tomé, Teresa tomou a decisão de regressar ao arquipélago que divide o mundo, não para uma nova ação de solidariedade, não para voltar a surfar as ondas são-tomenses — embora estas vontades estejam sempre presentes na surfista da Linha, em São Tomé ou em qualquer lugar — mas com o objetivo concreto de ir à procura das crianças que, há cinco anos, vira servirem-se de troncos de madeira para deslizar nas espumas de Santana, uma vila de pescadores localizada nos arredores da capital, tentando replicar os movimentos que a viam fazer nas ondas com a sua prancha de surf.

«Percebi que o Paulo dinamiza o surf em São Tomé, levando pranchas de cá para lá e oferecendo-as aos miúdos, e combinei tudo com ele. Levei a [edição da] SURFPortugal onde saiu a reportagem da viagem a São Tomé de há cinco anos e, no dia em que cheguei, fui passear à vila de Santana, onde tínhamos surfado em 2009 e onde tinha visto uns miúdos a fazer umas carreirinhas com pedaços de madeira. E de repente dei de caras com um rapaz que identifiquei imediatamente, e que por coincidência foi aquele que conhecemos melhor na altura. Mostrei-lhe a revista e ele fartou-se de rir a ver as fotos dos amigos de há cinco anos. Achei engraçado porque ele lembrava-se de tudo; falou-me do Xaninho, do Aécio, do Ricardo… Lembro-me que eles achavam que nós surfávamos imenso!» conta, entre risos.

Percebendo que o jovem, hoje já quase um adulto de 18 anos, se tinha transformado num surfista de corpo e alma, Teresa convidou-o a juntar-se a ela e ao marido, Pedro Quadros, companheiro de todas as viagens, numa sessão matinal marcada para o dia seguinte, ali mesmo em Santana. E a realidade com que, nessa manhã, se deparou excedeu todas as expetativas que pudessem ter sido criadas por aquele inesperado reencontro.

«Há cinco anos, não havia ninguém a surfar ali. Havia uns miúdos a apanhar carreirinhas e a tentar imitar-nos com umas tábuas, que eu até acho que eram os bancos das pirogas. Vimos dois surfistas no Sul mas ambos com um nível muito básico. E agora, passados cinco anos, chego lá e vejo para aí 15 adolescentes dentro de água, com pranchas de surf e uma pica descomunal. Eles estão sempre dentro de água; a água do mar é quente e têm bastantes ondas, mais até do que pensava. Podem não ser ondas com tamanho mas dá perfeitamente para surfar e evoluir. Eles já fazem as manobras todas, os cutbacks, as batidas, os aéreos… Tudo com um estilo meio estranho, por não haver muito contacto com a evolução de outros países, mas a paixão está lá», descreve Teresa, chamando a atenção para o aspeto menos positivo daquilo que já começa a ganhar contornos de uma comunidade de surf são-tomense. «O único senão é que eles não têm regras, ou seja, vem uma onda e vai tudo ao molho. Dropinam-se constantemente e as pranchas batem umas nas outras. Tivemos de explicar que se deve escolher as ondas, que há prioridades e que as pranchas custam dinheiro. (risos) E até foi curioso porque no último dia, quando voltámos a surfar com eles, deu para ver que já estavam a respeitar mais [a prioridade]».

Para não destoar das viagens anteriores, Teresa levou na bagagem “brindes” para oferecer aos jovens locais, desta vez peças de surf wear gentilmente cedidas pela Billabong Portugal e Ericeira Surf & Skate. Chamem-lhe karma instantâneo, chamem-lhe pura sorte, chamem-lhe o que quiserem, a verdade é que durante o resto da estadia o “casal Pica” do surf nacional pôde disfrutar de ondas de qualidade muito acima da média para a época, superando até as expetativas de quem lá vive e surfa regularmente.

«O Paulo e o Miguel, outro português que vive lá, fizeram matinais connosco quase todos os dias. Eles próprios disseram que há muito que não apanhavam ondas assim», observa Teresa. «A minha prioridade não era o surf, até porque a época de surf ali é durante o nosso Verão, e ainda por cima era a época das chuvas. Estava mentalizada para apanhar dias de calor e sempre flat e a chover. Levei a prancha naquele espírito de entrar [no mar] e dar umas remadas, se fosse preciso. Mas felizmente apanhámos ondulação e um glass incrível quase todos os dias. Aquele amanhecer sem vento… Às vezes até tinha dificuldade em distinguir as ondas porque o mar confundia-se com o céu. Foi uma bela surpresa», conclui.

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